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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

VARAL DE POEMAS, MÚSICA, TUDO DE MELHOR

Quarta agora, dia 18/08 o SARAU DO ZÉ GERAL, realizando sua 669.ª edição, continua suas apresentações com muita música e poesia, da mesma maneira e jeito que foi concebido há mais de 15 anos, ou seja, sem programação e no total improviso.

Além de contribuir com a formação e lançamento de vários nomes de nossa música, bandas, solistas, cantores, poetas e instrumentistas, o Sarau fomentou a criação musical e contribuiu para que a noite de nossa cidade tenha tido uma relevante melhora em termos de espaços para a apresentação de nossos artistas, com a abertura de novas casas e a incessante “mania” de novos Saraus.

QUARTA AGORA CONTINUA O ‘VARAL DE POEMAS”

Com os poemas de Carlos Drumond de Andrade, que inauguraram o Varal, semanas atrás, nesta quarta, também estarão penduradas poesias e textos de nossa poetisa e escritora Vanda Ferreira.

ANOTE:

Rola Sarau com o varal toda quarta,

por volta de 9 da noite. Ingressos: R$ 5,00.

Av. Ernesto Geisel, 2821 - Cohafama

em frente ao Fort Atacadista

SERVIÇO:

Sarau do Zé Geral

Quarta – a partir de 21

terça-feira, 10 de agosto de 2010

TALENTOS DA MATURIDADE

Divulgo endereço do site TALENTOS DA MATURIDADE.
Se vc é maior de 60 anos, acesse o site e participe dos concursos.
Se vc vc conhece alguem da melhor idade repasse esta informação. 

http://www.talentosdamaturidade.com.br/

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Edital para projetos culturais

4º EDITAL VOTORANTIM DE SELEÇÃO PÚBLICA DE PROJETOS DE DEMOCRATIZAÇÃO CULTURAL


Em parceria com o blog Acesso, o Instituto Votorantim realiza o seu processo de seleção de projetos culturais para patrocínio em 2011.

A 4ª edição do edital de seleção pública terá início no dia 3 de agosto de 2010 e investirá R$ 3 milhões em projetos de todas as áreas culturais – artes visuais, artes cênicas, cinema e vídeo, literatura, música e patrimônio – desde que estejam comprometidos em ampliar e qualificar o acesso de jovens, entre 15 e 29 anos, a bens culturais.

Poderão se inscrever artistas, grupos, produtores e instituições de todas as regiões do país que tenham projetos de até R$ 500 mil com atividades previstas para serem realizadas de janeiro a dezembro de 2011.

A novidade dessa seleção é a categoria especial “Acessibilidade”, que reservará até R$ 1 milhão para projetos com estratégias de inclusão e formação cultural para jovens com deficiência ou mobilidade reduzida. Leia no regulamento do Edital como participar dessa categoria.

Os projetos inscritos serão analisados por uma comissão técnica formada por especialistas da área cultural, que avaliarão o impacto e o benefício do projeto ao público jovem. No processo seletivo serão considerados aspectos como diversidade de porte de projetos e regiões beneficiadas, qualificação dos conteúdos, planejamento, potencial de visibilidade e outros critérios detalhados no regulamento. A decisão final fica a cargo do Conselho do Instituto Votorantim, que examinarão os projetos pré-selecionados pelos especialistas.

A inscrição de projetos é gratuita e poderá ser realizada de 3 de agosto a 1 7 de setembro de 2010,até às 18h00.

http://www.blogacesso.com.br/?page_id=2919

EDITAL para projetos culturais

Release 27/07/2010 - 11:43


Correios publica editais de inscrição de projetos culturais

Foram lançados ontem, 26/7, os Editais para Seleção de Projetos da Área Cultural a serem patrocinados pelos Correios entre janeiro de 2011 e setembro de 2012, nos seguintes segmentos: Artes Cênicas – Dança, Artes Cênicas – Teatro, Artes Visuais, Artes Integradas, Humanidades – obra literária, Humanidades - evento literário e programa de incentivo à leitura, Audiovisual e Música.

Na área cultural, os Correios priorizam projetos que sejam compatíveis com o foco definido para cada segmento, preservem a cultura regional, sejam genuinamente brasileiros, possibilitem o acesso de qualquer cidadão e estejam inscritos na Lei Federal de incentivo (Lei Rouanet).

As inscrições dos projetos poderão ser feitas até 31/8/2010 e as datas previstas para o resultado são 8/11/2010, para os editais dos Centros e Espaços Culturais, e 13/12/2010 para o Edital Cultural. Mais informações podem ser obtidas no site www.correios.com.br.

http://www.correios.com.br/servicos/mostra_noticias.cfm?noticia_codigo=19326&tiponot_codigo=34http://

Aprendiz do bem

Aprendiz do bem



Aprendi com meu pai coisas importantes. Por exemplo olhar e ouvir, ouvir e sentir. Aprendi artes: macerar com o coração, fundir meu sangue com o verde florestal; Aprendi comer com os olhos e degustar as delícias dos cheiros, e, então, desenvolvi lingua na testa, aflorada de paladar, para lamber paisagens. Aprendi com meu pai a leitura das tatuagens que mapeiam os troncos de velhas árvores e expus o coração revestindo-me os ossos para ouvir passarinhos.

Aprendi com meu pai que o mundo é gigante, seus olhos são o sol, sua boca leitos d'agua, compartilha vida e é exemplo de gratidão.

Caminhei cores, trilhas do arco-iris, e descobri o ouro naquele tacho do horizonte celeste. Aprendi com meu pai a pregação de veemente amor santificador de paz que processa respeito pela terra, cobiça sentimental pela harmonia. E, aprendiz do bem, ensinei ao meu pai que vale a pena ensinar o bem.

 Vanda Ferreira

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Gutac / Inecom

From: inecon@terra.com.br

ENTRADA FRANCA TODOS OS DIAS


O grupo Gutac/Inecon em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) realizarão de 29 de julho a 3 de agosto, o projeto Balada de Amor no Sertão, no teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo. O projeto é financiado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC).O projeto é composto pelo espetáculo “A Noiva” que tem classificação de 12 anos e duração aproximada de 50 minutos, pelo debate e introdução aos signos teatrais da temática do projeto com a professora, doutora Maria Cristina Moreira de Oliveira e por fim com apresentação e doação de livros sobre Teatro Popular – Estética e Política: A questão teatral; A questão cultural de Cristina Mato Grosso para escolas e entidades culturais.

Nos dias 29 e 30 de julho e 2 e 3 de agosto (quinta, sexta, segunda e terça-feira) o projeto será apresentado para escolas da capital às 15h e às 19h30min e nos dias 31 de julho e 01 de agosto (sábado e domingo) será aberto ao público em geral com sessão às 19h30min.

O espetáculo “A noiva” pertence ao projeto Balada de Amor no Sertão, defendido na tese de doutorado de Cristina Mato Grosso pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). A temática do amor impossível tem como foco a personagem Marininha, objeto de desejo de Pedro Palito, do Coronel João (seu patrão e padrinho) e do próprio pai.

No entanto, de acordo com a crítica Maria Adélia Menegazzo constata que não há uma visão sublimada da relação amorosa, mas de sua exploração enquanto objeto de desejo erótico. Fundem-se, assim, amor, desejo, erotismo e tragédia, em doses crescentes, revelando uma estrutura social de dominação, aonde vão se alojando sub-temas e o mais evidente deles, o incesto.

A obra “Teatro em Questão” integra este projeto de resgate. Ele apresenta obras teatrais de Cristina Mato Grosso encenadas pelo grupo Gutac/ Inecom, em linguagem teatral híbrida ator-boneco, onde se inscreve o personagem Pedro Palito. Este personagem é também nesta obra, objeto de introdução de uma pesquisa sobre seu significado cultural.

A obra “Cultura em Questão” faz reflexões fundamentais acerca das áreas da educação e da cultura. Trata-se de três ensaios realizados no âmbito acadêmico da USP e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Neles a pesquisa é vista como uma missão e o espaço como trabalho pedagógico, uma forma de resistência artística.


Gutac/Inecon

Criado em 1971, o Gutac (Grupo Teatral Amador campo-grandense) passa a se utilizar de outra entidade, o "Instituto de Educação e Cultura Conceição Freitas (Inecon)", e amplia seu espaço pedagógico e teatral. O Gutac já ganhou vários prêmios de teatro; último, em 2005, foi o prêmio Funarte-Petrobrá s (Montagem Cênica), com a peça "Balada de Amor no Sertão".

Em 2007 o grupo de teatro Gutac/ Inecom completou 36 anos de militância e lançou o projeto de resgate cultural Teatro de Resistência”. Realizou a abertura do ciclo de Seminário Itinerante “Teatro Popular e Universidade” no Teatro Glauce Rocha, no qual marcou um momento de consolidação de militância social através da arte teatral.

Escolas interessadas podem agendar horário com a produção do grupo Gutac/Inecon pelo telefone 3324-5065. Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na rua 26 de Agosto, 453 ou pelo telefone 3317-1795 de terça a sábado das 8h às 22h e domingo das 14h às 19h.

Contato à Imprensa:


Cristina Mato Grosso: (67) 9202-6424/3324- 5065

sábado, 17 de julho de 2010

ECAD: matéria LEIA É INTERESSANTE

Por Célia Froufe e Karla Mendes, Agencia Estado, Atualizado: 16/7/2010 18:19


SDE abre processo contra Ecad por suspeita de cartel

A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça abriu processo administrativo contra o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) por possível formação de cartel, segundo despacho publicado hoje no Diário Oficial da União (DOU). O Ecad é formado por seis entidades do setor de cultura e é responsável pelo recolhimento e distribuição dos direitos autorais de música no País.

Apesar de se tratar claramente de um monopólio nessas atividades de coleta e distribuição, que já foi julgado e autorizado, não há nada do ponto de vista legal que subsidie ações da Ecad, como, por exemplo, a fixação de valores de cobrança para a execução de músicas em programas de televisão, rádio ou mesmo em eventos públicos.

"Decido pela instauração de processo administrativo em desfavor dos representados para apurar possível ocorrência de infração à ordem econômica", escreveu a secretária Mariana Tavares de Araújo, no documento. Ela negou, no entanto, pedido de medida preventiva formulado pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), de suspensão das cobranças do Ecad, em caráter liminar.

O processo administrativo da SDE foi originado por uma representação feita pela ABTA, que contesta a competência do Ecad para fixar valores de direitos autorais, considerados abusivos pela associação e sem conexão com a realidade. "O problema é que o Ecad impõe às TVs por assinatura a cobrança de 2,55% sobre o faturamento total das empresas. Dá uma fortuna", criticou Alexandre Annenberg, presidente da ABTA.

Tomando por base o faturamento de R$ 7 bilhões do setor em 2009, o valor arrecadado pelo Ecad foi de cerca de R$ 180 milhões só no segmento de TV paga. "É um valor muito alto, incompatível com o valor de mercado", reclamou Annenberg.

O maior problema, segundo o ABTA, é a forma de cobrança, pois o pagamento de direito autoral incide, inclusive, sobre canais que não teriam essa obrigação de fazê-lo, como canais esportivos, por exemplo. Segundo Annenberg, a ABTA chegou a fazer uma proposta ao Ecad de pagamento de 2,55% sobre o custo dos canais que transmitem músicas, mas não houve nenhuma "receptividade".

Mesmo que a SDE não tenha suspendido a cobrança da taxa, a ABTA considera que o processo terá desdobramentos importantes. "O ponto principal é que o Ecad acabou se tornando um monopólio. Em outros países, há várias entidades que cumprem esse papel", observa Annenberg. "Finalmente, a questão está em xeque", comemorou.

Após a averiguação pela SDE, o processo pode ser encaminhado para julgamento no Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), caso haja a constatação de que o Ecad está agindo em desconformidade com a lei.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CENA DO MATO - bienal

A Bienal segue com uma programação diversificada nesta sexta, sábado e domingo, com diversos espetáculos, oficinas e os seguintes seminários:


SEXTA: Teatro - Academia - teatro e Teatro Pesquisa e Memória, as 9h no MIS (Prédio da FCMS)

SÁBADO: A produção artística e o cumprimento burocrático, com a procuradora do estado, Drª Valkiria Duarte, Procuradora da FCMS e A produção artística e o papel da mídia local, as 9h no MIS (Prédio da FCMS)

O Cena do Mato, para espantar o frio, prepara também dois dias em uma comemoração com todos os artistas e aberta a todo o publico Campo-Grandense

SEXTA FEIRA (16), na Escola de Samba Vila Carvalho uma super festa com:

Santo de Casa

O Trio, André, Junior e Fran, com musicas latinas

E para fechar a noite a Bateria nota 10 da Vila Carvalho

A partir das 22:30. Entrada Franca

Rua Tonico de Carvalho, 263, Vila Carvalho

SÁBADO (17), no Bar da Bienal/ALAGADOS, com:

Sarravulho, e
Facas Voadoras

A partir das 22:30. Entrada Franca

Av Fernando Correa da Costa, centro (ao lado do prédio da FCMS)

ESPERAMOS TODOS EM NOSSA PROGRAMAÇÃO E CLARO EM NOSSAS FESTAS ANTI-FRIO!

Mais informações e toda a programação em:

http://www.cenadomato.com/

segunda-feira, 15 de março de 2010

II Conferência da Cultura - FESCMS

PROPOSTA DO FESC/MS PARA A CULTURA - ENTREGUE NA II CONFERÊNCIA DA CULTURA

INTRODUÇÃO



Não vemos como o Governo do Estado possa - na área da cultura, através da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), e o governo federal - através do Ministério da Cultura (Minc), diante da urgência em efetivar (uma vez que o momento histórico assim exige) uma política clara, organizada, abrangente, realmente integrada, tecnológica e funcional, em conjunto com os municípios - prescindirem da coragem e iniciativa necessárias para tanto.



E efetivar tal política é neste momento, para a FCMS, uma necessidade evidente, prioritariamente colocada. Seja por ela representar a ligação, o elo, entre o poder federativo e os municípios, no âmbito do setor público, seja pela necessidade de levar a efeito suas próprias políticas.



O Seminário do Plano Nacional de Cultura em MS nos oferece importante oportunidade para debatermos os parâmetros necessários para a cultura - do município ao âmbito federal, mais ainda por vermos o PNC em debate de certo modo como um “contraponto” ao ponto de partida que entendemos necessário.



Na realidade, colocada a questão entendemos que a organização estadual e nacional da cultura deve passar a ser trabalhada pelo alicerce do âmbito federativo: o município.



O texto em debate não surpreende, propondo ações importantes como valorizar a diversidade, o intercâmbio, tratar da produção, difusão e distribuição de produtos, de equipamentos (cineclubes, telecentros, pontos de cultura, bibliotecas etc.).



Mostra também que o governo federal continua a pressupor – certamente devido ao real distanciamento político e administrativo existente, que a cultura nos municípios esteja “pronta”, que existe de modo suficientemente valorizado, organizado e equipado, apto, portanto, ao trabalho em rede necessário, o que não acontece.



Na realidade o PNC quer atribuir à área cultural dos municípios mais uma infinidade de ações sem levar em conta a situação predominante. Parece ignorar que dentro de um processo histórico, caracterizado pela ausência quase total de políticas públicas (estadual ou federal) descentralizadoras, municipalistas (em todas as áreas) eles (municípios) não dispõem na quase totalidade - como em MS - de padrões nas diversas capazes de viabilizar em rede, em conjunto, neste momento, de forma satisfatória, as políticas propostas. Insistir nisso seria jogar boa parte do dinheiro fora.



O PNC, como muitas vezes acontece em políticas nacionais, está passando ao largo de ações mais básicas. No sentido contrário, utilizando o ditado popular queremos dizer: “o buraco é mais embaixo”.



Claro também, e sem suspense - dado o notório quadro existente - é que uma política de cultura de alcance realmente estadual, abrangente e funcional implica para nós em criar - a partir de parcerias da FCMS com cada município interessado (e estimulado) (com o apoio do Ministério da Cultura) - estruturas locais (municipais) permanentes, com base institucional, física, administrativas, de pessoal e o que mais for necessário para promoção de políticas integradas.



Fundamental, portanto, é trabalhar de forma a estabelecer padrões que permitam promover - com uso das facilidades tecnológicas, em rede, a interação entre a área cultural do município e as do Estado (FCMS) e do país (MINC). Aliás, esse é um dos pontos centrais não só do Plano Nacional de Cultura como do Sistema Nacional de Cultura.



É possível comparar o cenário atual da política nacional de cultura (governo federal + estados + municípios) como um quebra cabeças, para o qual estão faltando peças importantes.



As ações necessárias podem sem dúvida serem colocadas em prática com relativa facilidade e dentro da melhor relação custo-benefício, mas a partir de uma primeira conclusão básica (1):



O PONTO DE PARTIDA É A SITUAÇÃO ENFRENTADA PELA ÁREA DA CULTURA NO MUNICÍPIO, componente celular dos estados e do país.



NÃO ENCONTRAMOS A HISTÓRIA PRONTA



Para entendermos melhor as dificuldades enfrentadas para valorização e organização da área da cultura nos municípios, temos que começar por lembrar que na esfera federal a área da cultura separou-se da área da educação há apenas 23 anos.



Na maioria das cidades (incluindo as de MS), por sua vez, essa emancipação ainda não ocorreu. A cultura continua predominantemente ligada às secretarias de educação, ou outros órgãos, sem nenhuma autonomia financeira ou política. (ANEXO 01).



O Ministério da Cultura foi criado em 1985 e em 1990 foi transformado em Secretaria da Cultura, voltando a ser ministério em 1992. Em 1999 teve ampliados seus recursos e reorganizada sua estrutura, sendo novamente reestruturado em 2003. É uma existência tanto recente quanto repleta de mudanças, que com certeza contribuem para desenvolver, aperfeiçoar suas estruturas e suas políticas.



Constatamos desse modo que se no plano federal a organização da área da cultura é recente e só agora encaminha medidas como debates sobre a elaboração de um Plano Nacional de Cultura e do Sistema Nacional de Cultura, nos municípios uma política definida, organizada e articulada nesse setor nunca existiu. Salvo, provavelmente, raras, honrosas e autóctones exceções.



Mais ainda, diante do mesmo quadro histórico sequer a política cultural em MS, de modo amplo, permanente e funcional NÃO ESTÁ DEFINIDA COM A CLAREZA E A FUNCIONALIDADE NECESSÁRIAS, embora não tenhamos duvidas de que a FCMS esteja no caminho certo.



INTERESSE COMUM E AÇÃO CONJUNTA SÃO PREMISSAS



Um princípio básico para qualquer ação na área da cultura é com certeza constitucional: “ninguém pode ser obrigado a associar-se ou a permanecer associado”.



O preceito, aliado à autonomia também constitucional dos municípios, conduz inevitavelmente à busca de soluções com base em interesses comuns, nas afinidades. E quais são essas afinidades?




A primeira – assim acreditamos - diz respeito ao interesse cívico, político, tanto com relação ao município como ao Estado: buscar o bem-estar da sua população.



Para isso o mandatário foi eleito. E administrador que se preze deve se preocupar com a cultura por entender que ela é importante, tanto para a economia quanto para a formação da identidade local. E que tem políticas, estadual e federal para ampará-la. Não vê quem não quer.


Outro argumento, forte e verdadeiro, é que ao não se interessar por uma parceria com a FCMS e o Minc para organização, padronização e desenvolvimento conjunto da área da cultura o município terá sérias dificuldades para interagir e ser beneficiado por programas, projetos, verbas ou ações, seja da administração estadual ou da federal.


Não vai dispor sequer na maioria das vezes dos mecanismos básicos, técnicos e administrativos, fundamentais para as interações necessárias.


O trabalho de procurar as novas administrações municipais para montar uma rede – do interesse de todos – deve ser levado a efeito por parte da FCMS com apoio do FESC/MS (Fórum Estadual de Cultura de MS) a partir de um projeto bem definido, montado com base em leitura fundamentada e capaz de oferecer nitidamente vantagens para as partes. O caminho é o do convencimento, do reconhecimento das vantagens com base em uma boa proposta.


Conclusão (3), ALÉM DE AÇÃO POLÍTICA É UMA AÇÃO ADMINISTRATIVA CONJUNTA, SINCRÔNICA, ONDE TODAS AS PARTES, INCLUINDO O GOVERNO FEDERAL, GANHAM.



DEFININDO CONJUNTAMENTE UM ROTEIRO DE AÇÃO



Concluída a fase do entendimento, fechada a parceria e acertados interesses comuns é preciso haver o cuidado de não queimar etapas.


Em outras palavras, da mesma forma que ocorreu no plano federal um primeiro compromisso do município é valorizar a área cultural – entendendo, em definitivo, que ela existe nos dias de hoje dentro de um universo próprio - e que não é mais (ou não deve ser) vinculada à política de nenhum outro setor (salvo em ações conjuntas).


A área da cultura tem seus fundamentos, leis e orçamentos, tanto no plano do país quanto no do Estado e contribui para o desenvolvimento econômico e para a formação e fortalecimento identidade da população e do país. No plano histórico agora é a vez do município.



Conclusão (4) TRABALHAR, PELA ORDEM, COM CRITÉRIOS, A ORGANIZAÇÃO DE TODAS AS FASES NECESSÁRIAS


EMANCIPAR SOB RISCO DE DEFASAGEM E ISOLAMENTO


A área da cultura deve – portanto, como vemos - em cada município, ser na prática emancipada e dotada de estrutura administrativa e orçamentária própria. É uma constatação tão lógica quanto necessária para que os prefeitos não sejam surpreendidos - por exemplo - pela aprovação de uma hora para outra da PEC 150.



A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 150 é, aliás, um dos pontos centrais abordados pelo Plano Nacional de Cultura (PNC) - uma das suas prioridades: “A aprovação, em caráter de urgência, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 150/03 pelo Congresso Nacional e a garantia pelo Poder Executivo da destinação prioritária para políticas públicas de cultura”.



Ela (PEC 150) vincula para a cultura o mínimo de 2% no Orçamento da união, 1,5% no orçamento dos Estados e Distrito Federal, 1% do orçamento dos municípios.



A atualidade do debate nacional sobre o assunto nos fornece um bom parâmetro para comparar o avanço no plano do país com a situação predominante nos municípios – ainda agindo como baratas tontas.



Um projeto abrangente para a organização, em rede, da área cultural dos municípios deve levar em conta os seguintes aspectos:



1 - ADMINISTRATIVO


A percepção da importância da área da cultura pelo município (através de seus administradores e da sua população) deve levá-lo a concluir pela necessidade de, com a maior rapidez, fazer com que a cultura exista enquanto instância própria.


O PNC já orienta nesse sentido: “Estimular a criação e implantação de secretarias específicas de cultura e/ou fundações com orçamentos próprios nos estados e municípios”.



A FCMS pode e deve entrar nessa briga ampliando seus trabalhos de consultoria para sugerir, por exemplo, qual o modelo administrativo mais adequado para cada caso, tais como secretaria, fundação, departamento etc., e eventualmente suas subdivisões: como coordenadorias, gerências, núcleos, etc. O que são, para que servem, porque utilizá-las ou não.



Pode utilizar critérios como a população existente em cada local e fornecer modelos, orientações jurídicas, orçamentárias, técnicas etc., necessárias para implantar a opção. A FCMS (e o Minc) podem com certeza prestar uma ampla consultoria administrativa.



2 - JURÍDICO



Outra ação fundamental para que a cultura dos municípios interessados adentre o século XXI e interaja com as demais esferas é a existência de uma legislação municipal regulamentando o setor.



É desse modo que o município vai dispor dos meios legais necessários para as ações, locais e externas. A legislação regulamentará, por exemplo, um Plano Municipal de Cultura, o Conselho Municipal de Cultura e o Fundo Municipal de Cultura.



Nesse sentido é importante frisar que a não existência de tais mecanismos, a começar pelo Conselho Municipal de Cultura já é hoje fator impeditivo para que os municípios de MS obtenham financiamentos do FIC (Fundo de Investimentos Culturais), da Fundação de Cultura de MS.



Quanto à importância dos conselhos municipais a FCMS até mesmo realizou seminário em 2007, fornecendo entre outras orientações modelos de lei para criação de conselhos municipais de cultura. Excelente trabalho, que deve ser valorizado novamente – dentro de um projeto mais amplo.



3 - FÍSICO


O Governo do Estado, através da FCMS, deve criar e propor, juntamente com o Ministério da Cultura, projeto semelhante ao Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Fiscal dos Municípios (PNAFM), do Ministério da Fazenda.



O PNAFM visa à melhoria da atividade administrativa da gestão pública municipal, destacadamente na área financeira, auxiliando na aquisição de equipamentos de infra-estrutura e de informática - no apoio e na comunicação.



Ou seja, a FCMS e o MINC podem, dentro do programa, doar aos municípios parceiros - que não disponham de equipamento (próprio da área da cultura não de outro órgão) um KIT constituído por micro-computador, impressora, escrivaninha e cadeira (ou o que mais for considerado necessário).



O valor de cada kit certamente não chegaria a R$ 2.500,00. Fazendo as contas, se em MS fosse necessária a doação de 100 kits (o número deve ser menor) o valor total será de R$ 250.000,00. Falando também popularmente, dinheiro de chipa diante dos R$ 90 milhões que teriam sido gastos na gestão anterior.



O mesmo programa (do Ministério da Fazenda) oferece também capacitação, consultoria, infra-estrutura e administração de pessoal. Abrange quase exatamente as mesmas áreas que descrevemos aqui. Não precisamos, previsivelmente, reinventar a roda.



Com certeza podemos criar nosso próprio modelo, já que cada lugar preserva suas peculiaridades, com base em experiências bem sucedidas.



Outros aspectos a serem considerados são a necessidade da manutenção dos equipamentos e o custeio das atividades desenvolvidas (material de consumo como tinta para impressoras, papéis, etc.).



4 - HUMANO



A primeira sugestão para um administrador municipal é colocar frente à pasta uma pessoa efetivamente interessada, identificada com o assunto, que entenda a importância da cultura para o município. São qualidades que podem contribuir para tornar o gestor mais versátil, desenvolto e integrado para aprender e para interagir. A pasta não pode ser tratada como um cabide de emprego – deve haver a maior afinidade possível da pessoa com o cargo.



5 - GESTÃO


Uma vez que a área da cultura do município se encontre dotada de estrutura: 1) administrativa (o órgão adequado/indicado para funcionamento da área da cultura local), 2) jurídica (as leis necessárias tanto para o próprio município quanto para interagir com o Estado e o Governo Federal), 3) física (local e equipamentos, as ferramentas de trabalho), 4) de custeio (que garanta as condições de funcionamento permanente do trabalho), vem o essencial: A GESTÃO. Que ações realizar?



Nesse sentido, começamos por duas sugestões:



A) a primeira é iniciar um trabalho continuado de formação dos gestores para a área da cultura - começando por uma formação básica, que pode contar com a ajuda de cartilhas, internet, vídeos e outras mídias.


Cabe nesse trabalho (de formação) um dos princípios do jornalismo (já que se trata de comunicação) - o de que o jornalista não deve pressupor que todos os leitores conheçam da mesma forma o assunto que está sendo tratado - e que é preciso sempre relembrar informações fundamentais. O objetivo é “situar” o leitor. No caso, o gestor.



A formação de um gestor cultural, levada a fundo, certamente justifica até mesmo uma cátedra específica nas universidades brasileiras – a de GESTOR CULTURAL. É possível que em futuro não muito distante a formação, técnica ou superior na área, seja requisito para o desempenho do trabalho.


Entre inúmeros assuntos o gestor deve aprender sobre a história da arte e da cultura, quais são e o que fazem os órgãos ligados à cultura (no Estado e no país), atribuições e políticas desenvolvidas, subdivisões (secretarias, fundações, secretarias, gerências, etc.), legislação existente (Constituição, Lei Estadual 2.726, etc.), financiamentos (FIC, FNC, Lei Rouanet, etc.).



B) A segunda providência refere-se ao encaminhamento, também de imediato de ações locais voltadas para a construção da organização, em rede, a partir dos moldes propostos e da parceria efetivada.



Enfatizar que no Estado existem oito áreas de produção cultural e no federal 10 e quais essas áreas.



A realização, de imediato, no município – com apoio da FCMC de inventário e diagnóstico da cultura local como ações prioritárias, cadastrando artistas, equipamentos etc.



Delasnieve Miranda Daspet de Souza

Secretária Executiva do Fórum de Cultura de Mato Grosso do Sul

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Plantação
Vanda Ferreira

Em terra molhada,
Sementes grudam
Feito marcas sentimentais
Em corações maternos.

Não há estranhamento,
Nem mesmo de espinhos,
Garras felinas
De aves de rapina.

Verde-esperança
Cava, rasga, engole,
Sem dó nem piedade
Ganha silenciosa guerra.
Raizes entranham a terra.

Importâncias se plantam
Para brotação de sonhos.
Renda
(Vanda Ferreira)

Aranha prendada
Tece renda,
Fia sutileza,
Gigante flor,
Pétalas carnívoras.

Aramadas nuvens,
Emaranhado cordel da fome
Estendido nas rotas noturnas,
Seda engomada,
Armada no tempo,
De penumbra lunar.

Vampíricas aranhas
Pescadoras de sonhos
Indesejáveis âncoras
Pausam histórias
Em suas armadilhas
De pontos finais.
Pag 45 do livro MATUTAÇÕES/poesia/Vanda Ferreira

Galeria de Arte

Meu tapete é o gramado

grande sala sem paredes,

galeria e arte onde assisto

espetáculos musicais,

romanes e documentários.



Duplo teto

feito de sol e lua.



Nuvens grávidas,

flutuantes desejos

explodem nos horizontes.



Olhos viajantes

perambulam cenários,

estacionam no sol.



Cortinas verdes

janelas e portas do terreiro,

descaso das cores

brechas de brancura

para refrescar a pele das plantas.
Poema sinestésico

Vanda Ferreira

Som de passarinhos

é verde arvoral,

é raio de sol

hino de louvor à alvorada,

cantata de abertura para os cílio solares;

Música instrumental

é releitura humana;

poética parceria de coração e cérebro

sentimentais partituras escritas com lágrimas,

evidenciadas com sangue e sabores frugais.

o cantar humano é cenário,

construido de poderes,

produzido em campo sentimental

imaginário filme que retrata tempo,

marcos instituídos nos cinco sentidos.

Dores e alegrias,

sabores e aromas,

cores e texturas

comunhão de passado, presente e futuro

poemas de céu e terra multicores.
Roteiro da liberdade

Vanda Ferreira

Ouço meu mar.

Inquietude vermelha,

trajetória de meu coração,

implode, explode

e tudo pode!

Surfar em pranchas de sonho,

navegar em barcos de matutice,

cruzar sinais de glamourosos navios

da lua repartida em meu céu.

O vento passeante,

andarilho em torno dos neurônios,

fala ao pensamento cardíaco.
Sagrado Cerrado
                                          Vanda Ferreira

Nativas esguias
Camponesas gargalhantes
Alegres famílias de Seriemas
Abrilhantam sol primaveril
Dançam no jardim
Flertente balé

Bebo em sagrada fonte
Espirituo poesia
Borboleteio...

Pouso na tarde vermelha.
Mais Seriemas,
Seus cantos e encantos
Temas de cenas.

Divinas rimas
Consagram o cenário
Sagrado cerrado.
pag. 07 do livro “Bugresia”/2006/Vanda Ferreira

Um encontro com você.

Reconhecimento de família formada por laço consangüíneo, ou instruída através de estabelecimento jurídico, é coisa de um passado bem distante.

Hoje impera adoção. Independente de trâmite jurídico famílias são construídas por afetividades, afinidade, escolha pessoal. Coisa de padrão de espécie. Sendo assim, somos integrantes de uma mesma família, a partir de um registro sentimental, que perdura na importância de nossa existência.

Você leitor, neste momento estabelece um vínculo comigo. Comunga, espontaneamente, da descoberta de um grande número de irmãos e pais de amor. De forma que esta aliança, se fortalecerá com o sagrado tempo.

Esta compreensão, de envolvimento, foi-me facilitada por Antonio Papi Neto. Ele viveu para exemplificar a origem da maior riqueza: a relação humana.

Tranquilo se fazia de enciclopédia pública ambulante. Era um conjunto de escrituras sagradas de fácil leitura e interpretação. Bem elaborado, formatado na fonte sabedoria, em todos os tamanhos.

Nele, se lia: “é preciso construir vãos para ver a vida; olhar para o céu, trazendo estrelas, lua, sol; também baixar os olhos às pedras, aos buracos, analisar o solo”.

Em outras palavras, fez-me entender que moeda tem mais que frente e verso. Existe a face oculta entre a cara e a coroa.

Não sei dizer se adotei Papi antes de ser adotada por ele. Mas sei que através de nossa amizade, ganhei muitos irmãos, quase fiquei gente grande. Descobrí que lágrima dói, por dentro e por fora.

Seja bem vindo(a).

Vanda Ferreira
                                   
No campo
Olhos passeiam
Em repetitiva história
Do estático velho coqueiro...

...Não resistiu à bela da noite
Inclinado cresceu
Fortalecido pela paixão.

Morrerá retorcido
No desejo enrustido
Tentando abraçar
O entardecimento do leste
Para beijar o inexistente lábio da lua
Vanda Ferreira

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

                                       
Dentro de cada orquídea florida:

Duende acordado

Bebe sereno,

Toma banho de lua,

Lava a alma da flor.

Os olhos perfumados,

Brancos, lisos, escondidos;

Cheios de feitiço

Encanta a quem olhar,

Prende suspiros para

Soltar nas noites.



Silenciosamente

A flor mente.

Ser vegetal

Esconde espírito

Num eixo interno,

Manteado de pétalas

Levemente a farfalhar.
Vanda Ferreira

ALIANÇA DE OURO

Todos convidados para aliançar comigo, e constituir permanente manutenção ao processo evolutivo em prol do bem entre todos os seres.

O b r i g a d a!