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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Renda
(Vanda Ferreira)

Aranha prendada
Tece renda,
Fia sutileza,
Gigante flor,
Pétalas carnívoras.

Aramadas nuvens,
Emaranhado cordel da fome
Estendido nas rotas noturnas,
Seda engomada,
Armada no tempo,
De penumbra lunar.

Vampíricas aranhas
Pescadoras de sonhos
Indesejáveis âncoras
Pausam histórias
Em suas armadilhas
De pontos finais.
Pag 45 do livro MATUTAÇÕES/poesia/Vanda Ferreira

Galeria de Arte

Meu tapete é o gramado

grande sala sem paredes,

galeria e arte onde assisto

espetáculos musicais,

romanes e documentários.



Duplo teto

feito de sol e lua.



Nuvens grávidas,

flutuantes desejos

explodem nos horizontes.



Olhos viajantes

perambulam cenários,

estacionam no sol.



Cortinas verdes

janelas e portas do terreiro,

descaso das cores

brechas de brancura

para refrescar a pele das plantas.

ALIANÇA DE OURO

Todos convidados para aliançar comigo, e constituir permanente manutenção ao processo evolutivo em prol do bem entre todos os seres.

O b r i g a d a!